sexta-feira, 24 de julho de 2009


Da fusão entre o cafuzo, o mameluco, o caboclo, um litro de aguardente, duas violas de seis cordas e muita mágoa de adúlterios passados explodindo em letras e acnes, surgiu isso aí:

sexta-feira, 10 de julho de 2009

RONALDO POSITIVO, a saga de um afetado por imunodeficiência

por Tomás do Sul, repórter especial

EXCLUSIVO!!! Nosso repórter mostra como um dos maiores ídolos do futebol de todos os tempos encara a maior partida da carreira: pela vida

Foi o médico do Corinthians, Paulo de Faria, quem confirmou a notícia, diante do jogador, o empresário Fabiano Farah e a fonte que contou tudo ao Paredão e revela o ambiente da sala, como "gelado, tenso e cinzento": "A contraprova deu positiva. É quase impossível que esse exame tenha sido errado pela terceira vez". Naquele início da noite de 24 de fevereiro, Ronaldo Nazário de Lima passava a ser oficialmente um paciente soropositivo. O Fenômeno Ronaldinho, talvez o ídolo esportivo mais popular e carismático do país, tinha sido diagnosticado com AIDS.
Entre soluços, o jogador ligou para a mãe, dona Sônia, e cumpriu a promessa que havia feito a si mesmo, dias antes: mentir no caso de confirmação da doença. "Mãe, é nóis na fita. Tem Fenômeno firme e forte até a Copa de 2016", falou, antes de recomendar a ela que fizesse uma feijoada. E, ainda segundo a fonte oculta do Paredão, o jovem desabou em lágrimas após o telefonema.
No mesmo instante, o médico iniciou um minucioso processo para apagar os registros dos exames, uma operação-abafa, que ganhou o código de "R10 virus NO". O empresário tentou tranquilizar o jovem prometendo a ele uma sobrevida com muitas orgias, sigilo absoluto e empenho em conseguir os melhores tratamentos. "Veja o caso de Magic Johnson (o ex-jogador de basquete americano), que tem uma vida totalmente normal e praticamente conseguiu eliminar a doença do organismo", animou Farah.
Os dias seguintes foram ocupados por um intenso planejamento de marketing. Além de campanhas para incrementar o a idolatria no Timão, o empresário também consultou personal stylist para uma bem planejada mudança de visual. Até as manchetes sobre o sobrepeso do atleta tiveram uma boa dose de calculismo, capaz de desviar completamente a atenção da mídia sobre a partida mais difícil na vida do jogador.

O jogador decidiu com empresários e consultores de imagem que iria deixar o cabelo crescer até o momento que a doença o deixasse de novo careca

Após descoberta da doença, atleta passa por dietas hipercalóricas de MCDonald´s, Elma Chips e sorvetes Nestlé

A morte da namorada de Ronaldo (com quem ele mantinha um romance secreto que durou aproximadamente um ano e meio), Andrea Albertini, vítima de complicações do HIV, deve tirar o véu da doença descoberta há cinco meses. Segundo a fonte oculta, já há em um curso um planejamento de divulgação gradual, que culminaria com uma entrevista exclusiva em um programa dominical noturno. Ronaldo deve se revelar vítima de uma paixão mortal e pretende se tornar garoto-propaganda de campanhas de prevenção e embaixador dos soropositivos pelo mundo.

Capa de importante revista de circulação nacional que empresários do jogador conseguiram vetar

Os empresários estudam agora a possibilidade de um novo contrato vitalício, a exemplo do que o atleta já tem com a multinacional esportiva Nike. Logo que o caso vier à tona, eles planejam acionar o laboratório farmacêutico Glaxo-SmithKline, fabricante do medicamento Retrovir AZT.

MODELO CICCIOLINA DE PRODUZIR NOTÍCIA

Este O Cobrador da Silva ainda é do tempo de datilografar os escritos e depois encaminhar para o copidesque que coloca tudo em um computador. Portanto, site de notícia na internet pra mim não serve nem pra limpar a bunda. Mas o nosso office-boy pauteiro, em suas viagens em busca de porn..., digo, assuntos para este renomado veículo, sempre encontra algo interessante. Desta vez, ele passou pelo portal da Rede Bahia e ficou atraído por uma chamada na homepage. Sem mais descrições redundantes, foi isso aí:
Apenas esse excerto já seria suficiente para meia dúzia de dissertações do mestrado em cultura contemporânea da Facom (que ninguém sabe para que serve e que ninguém iria ler mesmo, nem os orientadores). Afinal, que tipo de distração seria conveniente aos jornalistas? As garotas deitam, rolam e fingem de mortas? Contam as últimas piadas do Disque Ary Toledo da extinta Telebahia? Mostram a sensação térmica de uma bala Hall´s nas partes pubianas dos repórteres? São perguntas que não podem ser respondidas por este O Cobrador aqui. Mas nosso office-boy, como calouro em reportagem investigativa, não se contentou com essa chamada e teve a ousadia de clicar na notícia. Eis o que encontrou:

Evidentemente que o círculo vermelho na foto não foi obra do pessoal que cuida da arte deste Paredão, nos intervalos em que não estão fritando quibe ou coxinha para vender na porta do estádio. Foi resultado da idéia de algum ufanista repórter baiano, ansioso por mostrar o orgulho para nosso estado, traduzido em um subtítulo comovente: "Entre elas estava Monique Caroline, a musa do Vitória. Ela é de Feira de Santana e dá aulas de reforço escolar na cidade".
Realmente, senti a umidade de uma lágrima escorrendo por minha face cinza e asquerosa depois de ler tão sublime homenagem. A única questão é que retirando os textos que envolvem a imagem e colocando ela em algum site do tipo Elite Girls, a jovem e suas colegas poderiam até se passar por professoras de disciplinas bem menos didáticas, que requerem um reforço extra na hora de aplicar um sistema tático. Se é que vocês me entendem.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CAMPANHA URGENTE


Ajude agora mesmo esse rapaz carente de atenção. Podem clicar em http://twitter.com/huckluciano

GRANDES EQUAÇÕES VERTICAIS DE LUZES E ESTRELAS



segunda-feira, 29 de junho de 2009

Entrevista com JACKO

Depois de ceder, em troca de o equivalente a muito torresmo, o maior furo da imprensa mundial da década (vide post), este Paredão tentou se redimir com os leitores. Em busca da verdade e de uma experiência transcendental, O Cobrador em pessoa e espírito buscou o que vem a ser uma reportagem bombástica, capaz de abalar os leitores e pelo menos umas seis encarnações seguintes. Fui até uma mãe-de-santo no místico bairro da Lapinha, que faz um trabalho social e não cobra pela consulta, e ela incorporou o neo-defunto. Não precisei pagar nada, apenas levar um litro de aguardente para facilitar o trabalho e assinar a rifa de uma brasília 77, que custou R$4 mil o bilhete. Uma senhora espiritualista que nem se preocupou em ser paga pelo serviço. Como eu sei que era mesmo Michael Jackson? Quando ele me viu com a cara chupada de octogenário e um perfume de lavanda pós-barba que nada tem a ver com colônia de bebê, não deu nem um sorrisinho e quis falar só sobre trabalho, sem querer nem contar uma historinha de neverland.
Eis, então, a íntegra da entrevista:

O Cobrador – Michael Jackson, como o senhor está lidando com os boatos de que está vivo?
Michael Jackson – Pelo rápido papo que eu tive na chegada com o Elvis deu pra perceber que as celebridades daqui do além geralmente são tratadas com esse tipo de falta de respeito. Os paparazzi da tumba ficam inventando histórias sobre a gente, ficam procurando assunto, como se fossem urubus em cima de carniça. Ops, foi mal, desculpe o trocadilho mal colocado. De qualquer forma, acho uma afronta a nossa privacidade de alma. Nem mortos conseguimos descansar em paz.

OC – Como foi a receptividade na chegada aos céus?
MJ
– Pra falar a verdade, melhor do que o esperado. Soube que muita gente fez piada por aí com minha ansiedade sobre o Menino Jesus. Mas ninguém sabe que eu estou travando bons diálogos com um brasileiro, o Fernando Ramos da Silva. Ele morreu bem novinho, menos de 20 anos, e ficou conhecido como Pixote aí no país de vocês. Segundo ele, é uma referência elogiosa que recebeu pelo seu trabalho artístico e como exemplo da juventude brasileira. Estamos nos conhecendo melhor.

OC - O senhor sequer foi enterrado ainda e já está aqui conversando comigo. Dizem que seu caixão parece um sarcófago de faraó e vai custar o equivalente a 50 mil reais. Até o velório vai ser um megashow com ingresso de 30 reais. O que o senhor fala a esse respeito?
MJ - Não queria ter essa vida de novo, nem morta.

OC - Muito se comenta o fato do senhor não ter deixado nenhum centavo de dólar para o seu pai. O senhor não acha que foi muito cruel?
MJ - Não que tivesse acontecido comigo, mas se o senhor fosse espancado, humilhado, xingado e escarrado, tomasse um cachação toda vez que desafinasse ou escorregasse em um passo e ainda visse suas irmãs sendo abusadas sexualmente em todas as posições imagináveis, com o ânus currado, lascado e sangrando todos os dias, o senhor teria que tipo de reação?

OC - Sei lá, talvez contratasse um pessoal barra-pesada para torturar um miserável desses até um morte lenta, sofrida...
MJ - Então, o senhor ainda acha que deixar de dar uma grana foi realmente um castigo?

OC- Para finalizar, o senhor já sabe o que anda pra trás, muda de cor...
MJ
– Fuck you, son of the bitch.
Madame Zorilda de Oxum, no exato momento em que Jacko foi embora sem dizer tchau

domingo, 28 de junho de 2009

Da fusão entre o negro, o branco, o índio, uma alcachofra gigante transgênica e uma overdose de
ilariê nasceu isso aí: